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um simulacro de mim

Noites Brancas

Eu não conheço muito de Dostoievski, mas depois de Crime e Castigo confesso que fiquei bastante curiosa sobre a obra dele. Como meu tempo é bastante ralo, um dia desses na Cultura achei um livrinho charmoso e bem pequeno dele, e a ideia de levar soou interessante, porque aquele eu conseguiria ler em um fim de semana. Noites Brancas é uma história bem leve e diferente daquilo que eu conhecia de Dostoievski. De certa forma, tem um ar romântico e platônico (isso já é motivo suficiente para que eu, ao menos, simpatizasse com tal obra). E sim, eu gostei bastante, me surpreendi, porque esperava uma atmosfera pesada como a de Crime e Castigo, um existencialismo um tanto kafkiano talvez, mas não foi isso que encontrei. Eu fiquei tão tocada com o fim do livro que desejei viver uma história igual, e quis na mesma hora me mandar pra São Petersburgo e vivenciar aquela atmosfera que me foi narrada. Lindo!

Oh! Well I know this will sound cold
But I really have to go
Oh… It’s not that I’m not free
There’s nowhere i need to be
It’s just your love’s not what I need
So don’t give it to me…


No, your love is not what I need

Discourse on the method

Eu já havia lido alguma coisa de Descartes por diversos motivos externos, mas nunca por uma vontade intrínseca. Esses dias, estranhamente, encontrei panguando pelas prateleiras “O discurso do método / Regras para a direção do espírito” e comecei a entender a essência do conflito Materialistas versus Idealistas. Eu, idealista platoniana por excelência, preciso manifestar minhas impressões aqui. Antecipo que foram boas, as melhores possíveis, e passei a admirar verdadeiramente Descartes depois desse encontro misterioso.

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